terça-feira, 31 de julho de 2012

Curiosidade: Você tem certeza de que trabalha?


Joba Tridente

Vivendo num país cheio de surpre­sas, como o nosso, é bom nunca se esquecer de que as coisas nem sem­pre são o que aparentam ser. Por conta disso, folheando um antigo Almanaque, publicação dos anos 50/60, encontrei um texto de humor burocrático: O Dia do Trabalho, de autor desconhecido que, através de um divertido e inteligen­te artifício numérico, reduz os dias realmente trabalhados por um cidadão honesto.
Os patrões o veneram como um texto sagrado. Os economis­tas o acham muito complexo. Os sindi­catos o abominam. E você, caro leitor, o que acha?


Você tem certeza de que trabalha?

- Rapaz, que pressa é essa?
- Vou ao Trabalho. Já estou atrasado.
- Trabalho? Não me diga que existe essa asneira?!
- Claro que existe! E você, não trabalha?
- Nem eu e nem você.
- Calma, lá! Eu Trabalho!
- Então, vamos ver. Quantas horas você trabalha por dia?
- 8 horas.
- E quantas horas tem o dia?
- 24.
- Muito bem. O ano tem 365 dias de 24 horas. Se você trabalha 8 horas por dia, logicamente trabalha 1/3 do dia. 1/3de 365 são 121 dias. Você trabalha 121 dias por ano.
- Isso mesmo.
- E quantos domingos há no ano?
- 52.
- 121 menos 52, são 69. Você só trabalha 69 dias no ano.
- É isso mesmo.
- Quantos dia de férias você tem?
- 30 dias.
- 69 menos 30 sã0 39. Portanto você só trabalha... 39 dias por ano!?!?
- Contando o Natal e o Ano Novo...
- Sexta-feira Santa, o aniversário da Cidade e outros babilaques, nós temos 12 dias de festas, nos quais não se trabalha. 39 menos 12, são 27. Você trabalha 27 dias.
- Sábado você só trabalha meio expediente. Meio dia, durante um ano, são 26 dias, não é verdade?
- Exato.
- 27 menos 26 é 1. Você só trabalha 1 dia por ano.
- Que Diabo!!! Mas, de qualquer maneira, trabalho 1 dia por ano.
- Aí é que está o seu engano. Esse dia que sobrou é o 1º de Maio, Dia do Trabalho, e... no Dia do Trabalho ninguém trabalha.

Ilustração de Joba Tridente

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Almir Correia: Babuxa



O prolífero escritor Almir Correia, especializado em literatura infantojuvenil, está lançando Babuxa, uma obra que deve agradar em cheio os pequenos.

Babuxa conta a poética história de uma bruxa tradicional que não perde a esperança de encontrar um pretendente alto, garboso, simpático e inteligente. Bom, encontrar um “príncipe encantado”, à sua altura, nem é tão difícil, o problema mesmo é convencê-lo a se casar. Ah, mas ela tem lá os seus truques, afinal ela é uma bruxa. Ou será que não? Para saber se bruxaria realmente ajuda arranjar marido, só rimando o poema até o surpreendente fim.

Apesar do equivocado projeto gráfico ser mais feio que a bruxa e as redundantes ilustrações mais horrorosas que as sua verrugas, Babuxa tem uma história divertida. É um poema curto de fácil leitura e compreensão. Na verdade, as ilustrações, que concorrem com o texto, não na mesma qualidade, são dispensáveis, já que explicitam o texto sem deixar qualquer margem para a imaginação do pequeno leitor. Alternativa? Leia você o livro para a criançada, salientando as rimas..., elas vão sentir que o sabor é bem outro. Babuxa é uma edição (descuidada) da Editora Biruta.


Almir Correia é premiado escritor e diretor de cinema de ficção e de animação. Criador da série de animação Carrapatos e Catapultas, apresentado pela TV Cultura, de São Paulo, e atualmente por ser vista no Cartoon Network. Entre seus livros estão: Poemas malandrinhos; Poemas sapecas: rimas traquinas; Anúncios amorosos dos bichos; O leão camaleão; Blog do sapo Frog; Enrola bola língua e vitrola; Anúncios carentes de bichos abandonados por gente; O menino com monstros nos dedos; Mais meninos com monstros nos dedos; Monstros Monstrengos; Babuxa.

Capa do livro: Gustavo Piqueira

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Joba Tridente: Daqui e Dali

Ilustração de Joba Tridente - Daqui e Dali - Falas ao Acaso


Daqui e Dali

daqui
quatro luzes brancas
acesas no apartamento
da mulher na janela

dali
quatro meias brancas
secando ao sol
na janela da mulher

poesia e ilustração de Joba Tridente  - 20.07.2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Chico Alvim: Varanda De Um Voo



Está frio em Curitiba. Passando pela estante vi o opúsculo Festa, de Chico Alvim, lançado em 1981. Abri o livreto amarelo e título lilás, com uma dedicatória de 1988. Vi este poema de ontem tão dia de hoje.

Varanda De Um Voo

Um tempo de neve -
volta
por dentro do sol
e da água

Olho de um lago
que olha dentro de si
para se ver
não se ver

Olhar de fora
luz tamanha
névoa na neve -
montanha

Francisco Alvim é escritor e diplomata. Autor de Sol dos Cegos, 1968; Passatempo, 1974; Dia Sim Dia Não (com Eudoro Augusto), 1978; Lago, Montanha, 1981; Festa, 1981; Passatempo e outros poemas, 1981; Poesia Reunida, 1988; Elefante, 2000; O metro nenhum, 2011

Ilustração de Joba Tridente, 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Helena Kolody - 100 anos - 7



A primeira vez quer ouvi falar de hai-kai foi na adolescência, não tinha a menor noção da sua origem japonesa, mas gostava daqueles poemas curtos e divertidos de Millôr Fernandes (1923 - 2012). Muito tempo depois conheci as obras de Leminski (1944 - 1989), Kolody e dos grandes Mestres Japoneses.

A primeira vez que ouvi falar de tanka foi nos anos 1990, quando fiz a Direção de Arte do Jornal Nicolau (1990 - 1995), editado pelo jornalista e escritor Wilson Bueno (1949 - 2010), através da Secretaria da Cultura do Paraná. Bueno era um grande admirador de Helena Kolody. Apreciava principalmente os seus poemas curtos e entre eles os tankas, que publicou com exclusividade na edição de dezembro de 1992 do Nicolau (1987 - 1995).


Inverno (1992)

No céu de cristal
cintila o sol sem calor.
Sopra um vento frio.

Tiritam árvores nuas
nos campos que a geada veste

Em sua pesquisa: A influência da arte oriental na poesia de Helena Kolody e o ensino-aprendizagem do haicai, Antonio Donizeti da Cruz (Professor de Teoria da Literatura da Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná) cita o seguinte depoimento de Kolody ao Jornal do Livro, em 1985: Eu sou uma poeta que não faz o poema na hora que quer. É a poesia quem quer. Ela me agita, me obriga, é uma compulsão interior (...). Às vezes o poema já vem mais ou menos pronto (...). Outras vezes é preciso suar muito (...). É uma luta terrível com as palavras. Mas há ocasião que estou em estado de poesia e os poemas vão saindo: um, dois, três poemas seguidos.


Aquarela (1993)

Sol de primavera.
Céu azul, jardim em flor.
Riso de crianças.

Na pauta de fios elétricos,
uma escala de andorinhas.



Helena Kolody tinha o seu jeito todo especial de tratar a poesia japonesa. Era mais intuitiva e menos formal que o rigoroso Wilson Bueno, que declarou em uma entrevista à escritora Marília Kubota, publicada no Jornal Memai, em novembro de 2009: (...) Acho a nossa Helena Kolody, a minha mais decisiva influência e estímulo para ir ao tanka como quem vai com gula a um pote de  mel. A saudosa Helena tem tankas lindíssimos, de uma delicadeza que era dela sua maior marca.

Mudança
(em Pequeno Tratado de Brinquedos)

minha mãe nas costas
atravessamos aldeias
mais de cem quilômetros

tanto  a levamos nos braços
que agora somos aéreos

(...) o tanka, sabemos, carrega consigo o chamado “olho” do haicai e ainda pede uma “conclusão” em dois versos finais. Sempre, claro, na rigorosa métrica que inventamos para ele, para transfigurá-lo, creio. Uma “matemática” que me seduz, - 5/7/5 (o haicai!) e 7/7 a dita “conclusão”, uma sutil “moral” da história… (...) A métrica, inventada aqui, também é um exercício de humildade - você se vê obrigado a desprezar o que julga um achado precioso porque este tal de “precioso” o poema só pode acolhê-lo se em rigorosas e calculadas sílabas poéticas… Temos que recusar, jogar literalmente no lixo o que consideramos grandes “insights”, porque não cabem no metro do poema, você me entende?

Migrantes
(em Pequeno Tratado de Brinquedos)

em cinquenta e cinco
chegamos à ferroviária
as malas e os filhos

ante o súbito pinheiro
primeiro pasmo do exílio

Estes dois tankas de Wilson Bueno, publicados em Pequeno Tratado de Brinquedos, são de uma pré-edição que me foi presenteada pelo autor no inverno de 1994. Alguns eu até ilustrei. Hora dessas posto aqui.

ilustração de Joba Tridente.2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma Avenida Que Não É Brasil



Amigos Blogueiros e Amantes da Cultura e do Esporte, este é um texto para uma reflexão conjunta. Não se trata de “apelo regionalista”, mas percebo uma falta de equilíbrio nas ações e posturas, que nos permitam respeitar efetivamente a diversidade. Nada mais do que isso.  Alfredo Bertini


Uma Avenida Que Não É Brasil
Uma Reflexão da Realidade Televisiva através das Novelas e do Futebol

Alfredo Bertini

Que a novela “Avenida Brasil” tem sido mais uma prova de conhecimento tecnológico e de domínio de produção da Rede Globo, isso é um fato concreto e para mim digno de todos os elogios. Nesse campo, não consigo me desvencilhar do empreendedorismo e da competência profissional, elementos que projetam a Globo como uma referência mundial, em termos de indústria audiovisual. De fato, tudo é mesmo realizado com muito esmero, algo bem disseminado pelo chamado padrão Globo de qualidade.  E em matéria de produção de novelas, não há nada igual, que possa ser visto com esse mesmo padrão, na televisão que se difunde e se vê pelo mundo. No entanto, a questão que mereceria uma reflexão mais atenta, inclusive da parte da própria emissora, diz respeito a um velho tema associado ao conteúdo de exibição. Não intenciono aqui inserir qualquer discussão política sobre o raro espaço da produção independente. O propósito não é esse. Prefiro expor outra questão sobre o conteúdo, agora oriunda de algumas referências do próprio “padrão Globo de qualidade”.  Para isso, a atual novela das 9 horas, “Avenida Brasil”, pode-me servir de parâmetro, apenas para o que pretendo aqui por em discussão.

Numa primeira percepção sobre o que pode induzir o título da novela, a questão a destacar é que a denominação “Brasil” poderia - num primeiro momento - dá uma conotação da “realidade brasileira”, uma espécie de extrato social segmentado, dado esse universo plural que é a “cara do Brasil”. Contudo, apesar da trama muito bem elaborada e que prende a atenção do espectador, a novela repete a singularidade das inúmeras “produções da casa”, que insiste em enxergar a “realidade carioca” como se esta pudesse ser uma bela amostragem desse caleidoscópio chamado Brasil. Ou seja, a “avenida” que poderia mesmo expressar uma face bem mais brasileira, não esconde mesmo sua intenção de mostrar o “carioca way of life”.  E mesmo que a temática traga o interessante aspecto dos emergentes, da recente ascensão social das classes C e D, o fato é que a essência é típica e unicamente carioca. Não há como esconder essa realidade. Até mesmo em outras produções passadas, quando se via uma associação ao modus vivnedi da classe média, o retrato era o da Zona Sul do Rio, captado através das lentes do Leblon, de Ipanema ou da Barra.  E por mais que a trama fosse típica da classe média, o certo é que essa realidade carioca não poderia ter sido extrapolada para bairros e/ou comunidades semelhantes, em metrópoles como Porto Alegre, Belo Horizonte ou Recife. O viés cultural é outro, absolutamente diferente em cada metrópole.

É evidente que não há como negar a importância dos valores culturais “desse jeito carioca de ser”. Afinal, o Rio de Janeiro representa um traço marcante da própria cultura do país. O que me incomoda, particularmente, é esse “esforço” de universalizar os padrões culturais, como se fosse possível fazer com que todos pudessem “calçar apenas o número 40”.  Naturalmente, que não só os pés de cada um são desiguais, pois ainda bem que, na essência, somos cidadãos bastante diferentes, com hábitos e costumes de enorme variedade. Mesmo que sustentado por uma unidade lingüística fabulosa, temos que reconhecer nossas diferenças como uma riqueza ímpar, capaz de invejar quem não as têm.

Diante dessa configuração, seria natural se buscar fórmulas e modelos que permitissem preservar esse valor, que se expressa num patrimônio imaterial que como diz a campanha de certo cartão de crédito: não tem preço. Portanto, uma novela com a aceitação e o reconhecimento de “Avenida Brasil”, poderia contar com um conceito ainda mais ampliado, caso levasse em conta toda diversidade desses valores. Não me parece um fato louvável constatar que muitos dos seus personagens entoam vozes e exercitam hábitos que são exageradamente cariocas, em vez de se buscar posturas um pouco mais equilibradas, diria que “universais”, para que pudessem ser refletidas em qualquer cidadão brasileiro, em qualquer grande cidade. Assim, a música, os prazeres gastronômicos, as preferências pelos clubes de futebol, tudo é desencadeado como se o Rio de Janeiro fosse uma “amostra perfeita do Brasil”. Essa falha está tão gritante, que até mesmo personagens imigrantes esquecem seus sotaques convencionais. Basta ver o “palavreado” da “boliviana periguete” da própria novela “Avenida Brasil”, que parece ter assimilado rapidamente a maneira carioca de se falar, em pleno subúrbio.  Numa outra perspectiva, em plena ficção da releitura televisiva de “Gabriela” – e justo na Bahia de Amado – e estranho acompanhar o “turco Nacib” num palavreado “meio carioca de ser”, que nada tem a ver. Nem com o sotaque turco. Nem com o sotaque da “boa terra”.


Se extrapolarmos essa abordagem para o aspecto cultural do futebol, por exemplo, o assunto ganha uma dimensão muito maior e muito mais preocupante. Não são apenas os personagens das novelas os que exprimem suas preferências, notórias com o trajar das camisas, o falar ou o posicionamento estratégico em cena, de bandeiras ou outros objetos dessa paixão de torcedor. Até fora da ficção, dentro da própria programação jornalística, cansamos de assistir “cenas explícitas” de preferências tendenciosas. Pode-se chegar a casos de fanatismo ou ufanismo, fora de qualquer consideração e respeito às demais torcidas. Se já não bastasse a injusta forma de distribuição dos recursos da própria televisão, enquanto maior fonte de recursos injetados no futebol, ainda ter que tolerar “excessos” sutilmente colocados no bojo de toda programação, termina sendo uma afronta. Recentemente, num dos portais mais demandados do país, uma matéria expôs que num levantamento feito pelo controle de qualidade da concorrência, no dia seguinte ao da conquista do Corinthians, foi dedicado pela Globo algo como 48% da sua programação, apenas para repercutir o fato.

Em suma: na ficção, excessos na forma de personagens-torcedores que incorporam seus momentos de paixão carioca, quase sempre na condição de flamenguistas. No jornalismo: excesso de jornadas esportivas, com transmissões quase exclusivas de cubes cariocas e paulistas, numa demonstração subliminar de efetivação de um poder de domínio destes clubes sobre o “mercado”. Às culturas regionais, representadas pelos “torcedores periféricos”, só lhes restam o caminho do cadafalso.

Essa maneira de se enxergar o Brasil somente pelas lentes do eixo penso que seja a preocupação maior expressa diariamente pelo conteúdo televisivo. O nosso país é muito grande e tão diferenciado, que tratá-lo nessa essência é um verdadeiro atentado cultural. Um fenômeno que pode  ser mortal, pois pode nos levar a perder os tantos sentidos de uma identidade cultural tão valiosa.

Alfredo Bertini é economista, produtor cultural e desportista.

ilustração: Bola Murcha -  Joba Tridente
foto: Avenida Brasil - (?) web


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Almir Correia: 13 Contos de Medos e Arrepios



13 Contos de Medos e Arrepios com poemas de Augusto dos Anjos

O escritor Almir Correia lançou recentemente 13 Contos de Medos e Arrepios com poemas de Augusto dos Anjos. O autor, que também é cineasta e já levou para as telas o seu terror gótico, cria, a partir de 13 sonetos de Augusto dos Anjos, contos de terror que vão cativar principalmente os leitores jovens que já se tornaram fãs da literatura contemporânea responsável pelo resgate de monstros, monstrengos, vampiros, anjos, lobisomens, mortos-vivos, vivos-mortos, zumbis esquecidos nas prateleiras do século passado. Aliás, alguns contos são bem cinematográficos (Duas Cidades, A Noiva Suicida, A Lanterna), só faltam ir além das telas da imaginação do leitor.

A interação entre os soturnos poemas de Augusto e os contos de mistério de Almir ficou muito interessante, um está sempre remetendo ao outro. Como é uma literatura de suspense e as narrativas são curtas, é complicado falar delas, por causa do fator surpresa, mas devem provocar, nos mais sensíveis, um friozinho na espinha.

A edição, com excelente edição gráfica e arrepiantes ilustrações de Alexandre Jubran, excetuando a capa, é toda em preto e branco. Na introdução do primeiro conto, do livro editado pela Noovha América, escreve o autor:

A Bota de Cemitério

A rua é boa para quem não mora nela.
Caixa de papelão.
Sarna.
Frio.
Cola.
Sopa noturna.
CRECK.
CRICK.
CROCK.
CRUCK.
CRACK...
A rua é boa pra quem passa por ela.
Maria passa...
João passa...
A velha-cara-de-passa passa...
Passa Fulano...
Passa Beltrana...
“Pobres coitados!”
Hoje está meio frio.
Frio fora de época.
“Bendita marvada!”
Mais um gole.


Almir Correia é premiado escritor e diretor de cinema de ficção e de animação. Criador da série de animação Carrapatos e Catapultas, apresentado pela TV Cultura, de São Paulo, e atualmente por ser vista no Cartoon Network. Entre seus livros estão: Poemas malandrinhos; Poemas sapecas: rimas traquinas; Anúncios amorosos dos bichos; O leão camaleão; Blog do sapo Frog; Enrola bola língua e vitrola; Anúncios carentes de bichos abandonados por gente; O menino com monstros nos dedos; Mais meninos com monstros nos dedos; Monstros Monstrengos; Babuxa.

ilustração: Capa – Alexandre Jubran

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...